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26 April 2013

Expedição à descoberta do "continente de plástico" do Pacífico

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Um ano após uma tentativa falhada, uma expedição vai partir em maio à descoberta do "7.º continente", uma gigantesca placa de detritos de plástico que flutua no Pacífico, maior do que a Índia, mas ainda pouco conhecida.
O líder da expedição, o explorador francês Patrick Deixonne, de 48 anos, descobriu o fenómeno em 2009 quando participava numa travessia solitária a remo.
"Eu via todos os resíduos de plástico que andavam à deriva à minha volta. Fiquei admirado e perguntei-me: 'mas onde vai tudo isto?'", disse Deixonne, em declarações à AFP.
Quando regressou a terra, o antigo sapador bombeiro da Guiana Francesa documentou-se e encontrou a resposta: os detritos plásticos amalgamavam-se num ponto de encontro de correntes marítimas que se enrolam por efeito da rotação da Terra e formam um imenso vórtex a que se chama "giro".

No total, milhões de toneladas de detritos provenientes das costas e dos rios flutuam nos cinco principais giros, repartidos por todos os oceanos, com a força centrípeta a atraí-los para o centro.
Esta enorme "sopa" é essencialmente composta de micro detritos de plástico decomposto em suspensão à superfície da água, por vezes até 30 metros de profundidade, pelo que é muito difícil detetá-la em observações por satélite, sendo apenas visível no local, em embarcações.
Segundo a agência espacial francesa que apadrinhou a missão ao "7.º continente" (CNES), o Giro do Pacífico Norte, entre a Califórnia e o Havai, é um dos maiores do planeta, com uma superfície de cerca de 3,4 milhões de quilómetros quadrados.
Mas, como se encontra em águas de pouco interesse para a navegação comercial e o turismo, "o problema só interessa aos ecologistas e aos cientistas", lamentou Patrick Deixonne.
Desde que foi fortuitamente descoberta pelo oceanógrafo norte-americano Charles Moore em 1997, esta placa de detritos só foi alvo de alguns estudos que visavam estudar o impacto da poluição sobre os oceanos e a sua fauna.
Membro da sociedade de exploradores franceses, Patrick Deixonne quer agora chamar a atenção para esta "catástrofe ecológica" e para isso vai até ao local fazer observações científicas e captar imagens.
A expedição deve partir a 20 de maio de Oceanside, no sul da Califórnia, com destino ao giro e realizando medições ao longo do percurso para comparar a concentração e a natureza dos detritos, explicou.
Esta missão deverá acontecer precisamente um ano depois de uma outra expedição, que ironicamente falhou devido a incidentes relacionados com detritos de plástico.
Mesmo antes de o barco partir da Califórnia, um saco de plástico bloqueou a bomba de água do barco de 1938 fretado por Patrick Deixonne. Depois, restos de um fio de pesca em nylon danificaram o seu leme no Golfo do México.
Sensível à missão e ao desaire de Patrick Deixonne em 2012, o Yacht Club de Oceanside decidiu este ano associar-se à expedição, cedendo graciosamente um potente barco a motor e três tripulantes.

source:
jn.pt


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19 April 2013

Nasa anuncia descoberta de planetas mais 'habitáveis' já descobertos

A Nasa, a agência espacial americana, anunciou a descoberta dos dois planetas mais "habitáveis" já descobertos.


Representação gráfica de planeta descoberto por cientistas (crédito: NASA) 
Representação gráfica de planeta descoberto por cientistas.


Eles são ligeiramente maiores que a Terra e orbitam uma estrela a 1.200 anos-luz da Terra.
Segundo os cientistas, os dois planetas têm a dimensão correta e estão a uma distância ideal da estrela hospedeira para criar as condições para a existência de água em sua superfície.
Os dois planetas, batizados de Kepler-62e e Kepler-62f, foram detectados pelo telescópio Kepler.
O Kepler já havia detectado mais de 600 planetas, muitos deles parecidos com a Terra, mas até agora nenhum com condições tão propícias para a existência de vida.
Eles podem ser chamados de "superterras", pois suas dimensões são maiores do que as do nosso planeta, cerca de uma vez e meia o diâmetro da Terra.
Os pesquisadores afirmam que o tamanho destes planetas sugere que eles sejam rochosos, como a Terra, ou compostos em sua maior parte de gelo. Certamente eles parecem pequenos demais para serem planetas gasosos como Netuno ou Júpiter.
Os planetas 62e e o 62f também parecem estar a uma distância adequada da estrela que orbitam e isto faz com que eles recebam uma quantidade tolerável de energia. Não são quentes demais nem frios demais.
A equipe de cientistas afirma ainda que, com o tipo certo de atmosfera, é razoável especular que estes planetas possam ter água em estado líquido, uma condição que todos aceitam como necessária para o estabelecimento da vida.
"Declarações sobre a habitabilidade de um planeta sempre dependem de pressupostos", afirmou Lisa Kaltenegger, especialista em teorias sobre atmosferas de exoplanetas e que participa do grupo que descobriu estes novos planetas.
"Vamos supor que os planetas Kepler-62e e o 62f são mesmo rochosos, como o raio deles indica. Vamos supor ainda mais que eles têm água e sua composição atmosférica é parecida com a da Terra, dominada por nitrogênio e contendo água e dióxido de carbono", acrescentou a pesquisadora do Instituto Max Planck para Astronomia, em Heidelberg.
"Neste caso, os dois planetas podem ter água líquida na superfície: Kepler-62f recebe menos radiação de sua estrela que a Terra do Sol e, portanto, precisa de mais gases de efeito estufa, por exemplo, mais dióxido de carbono, do que a Terra, para não congelar."
"O Kepler-62e está mais perto de sua estrela, e precisa de uma cobertura de nuvens maior, suficiente para refletir parte da radiação da estrela e permitir água líquida em sua superfície."
Mas, a tecnologia atual não permite a confirmação de nenhuma destas especulações. Com telescópios mais avançados, os cientistas afirmam ser possível enxergar além do brilho intenso da estrela destes planetas e observar apenas a luz fraca que passa através da atmosfera de um pequeno mundo ou que é refletida por sua superfície.
Isto permitiria detectar assinaturas químicas associadas com gases atmosféricos específicos e talvez até alguns processos na superfície dos planetas.
No passado, os pesquisadores já falaram em tentar detectar um marcador de clorofila, o pigmento das plantas que tem um papel crucial na fotossíntese.